Novo mundo X Velho mundo

Olá Pessoal!

Hoje vou falar sobre um tema que costumam me perguntar bastante: "Camila, qual a diferença entre novo mundo e velho mundo?"

Bom, sempre que nos depararmos na escolha de um vinho, ele sempre estará em uma dessas categorias. A vitivinicultura mundial separa o planeta em dois blocos que abrangem países com uma história mais antiga e nações mais jovens, que estão começando a relatar a sua história na produção de vinhos.





Velho Mundo

Velho mundo diz respeito a países mais antigos, abrangem a maior parte da Europa, entre eles estão França, Itália, Espanha, Portugal e Alemanha.

Outros países que também se destacaram no cenário da vitivinicultura do velho mundo são: Turquia e Armênia.

O velho mundo pode ser considerado o berço dos vinhos do planeta, foi onde a vinificação começou a ser feita de maneira frequente e foi a região onde surgiu as primeiras técnicas de produção.

A história de onde o vinho surgiu é cheia de lendas e mistérios pois ele surgiu antes da escrita, porém a história mais aceita é que ele veio da Geórgia. Foram encontrados indícios de produção de vinho nesta região entre as datas de 8000 a.c e 5000 a.c.

Os Egípcios foram os primeiros a documentarem a produção de vinificação de vinhos em pinturas entre os anos de 3000 a 1000 a.c. A partir de 2 500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2 000 a.C., chegaram à Grécia. (fonte: A História do Vinho - Hugh Johnson).

Os países pertencentes ao continente Europeu foram os maiores incentivadores da vitivinicultura, devido a presença do Império Romano. Os vinhos feitos no continente Europeu, permanecem firmes até hoje em seus propósitos de produção de vinho, com uma grande tradição e padrão de excelência, levando em consideração toda a história da região.


Características dos vinhos do Velho Mundo:

Os vinhos do velho mundo primam pela tradição e história da região. A tradição da vitivinicultura é passada de geração em geração há séculos e há poucas mudanças no seu processo de vinificação ao longo dos anos.

A palavra que melhor define os vinhos do velho mundo é Terroir:



O terroir é um dos principais pilares na elaboração dos vinhos no Velho Mundo. Afinal, os produtores locais utilizam os seus conhecimentos técnicos sobre as características de cada local.

Outra características dos vinhos do velho mundo é que no rótulo é colocado apenas a região, não a uva, isso é feito de acordo com as legislações europeias, que visam a tradição e cultura dos países produtores. De modo geral, os vinhos mais clássicos produzidos na Europa são:

Bordeaux, uma das mais clássicas regiões, produzem vinhos das castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.

Borgonha, outra região de muita tradição, famosa pelas castas Pinot Noir e Chardonnay.

Rhôde, localizada no sul da França, é famosa por produzir ótimos vinhos com a casta Syrah.

Toscana, uma das mais pela regiões da Itália, que é famosa por produzir o Chianti e o Brunello di Montalcino, feito pela casta Sangiovese.

Douro, região famosa de Portugal que produz excelentes exemplares entre eles o Vinho do Porto. Produz também bons exemplares com a casta Touriga Nacional.


Novo Mundo:

Vinhos feitos nas Américas, China, índia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia são considerados do Novo Mundo.

Países como Eua, Chile, Argentina, Brasil, Austrália, etc trazem forte tradição Europeia devido ao aprendizado que tiveram dos países imperialistas como Inglaterra, Portugal e Espanha, porém ao longo dos anos conseguiram desenvolver técnicas únicas para sua vitivinicultura. Esses países conseguiram mesclar a tradição do velho mundo com a tecnologia e a inovação.

O resultado dessa nova vitivinicultura são vinhos mais "fáceis" de beber, de textura mais macia, teor alcóolico mais elevado, menor acidez, com coloração mais intensa e sabores mais frutados.

Os rótulos costumam ser mais coloridos, com desenhos e é destacado a casta, não somente a região.

Geralmente, os produtores do Novo Mundo adotam técnicas que visam o consumo imediato da bebida e, muitas vezes, não seguem normas. Enquanto, os do Velho Mundo são sujeitos às normas e considerados o “coração da viticultura”.


Para os curiosos, recomendo o filme "O Julgamento de Paris" disponível no Youtube.

O Julgamento de Paris" (2008) é um filme que se passa na década de 70, no início da indústria do vinho em Napa Valley, inspirado em fatos reais. Steven Spurrier possui uma loja especializada em vinhos franceses mas não tem clientes em Paris, ele então decide organizar uma disputa de vinhos às escuras entre os vinhos franceses e americanos. Ele viaja para o Napa Valley para selecionar os melhores vinhos americanos para trazê-los para a disputa. O resto é história.


Eu vou ficando por aqui, para saber mais é só me seguir lá no Instagram @casahessel_vinhos


Saúde!


Camila Hessel



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